Ferreira do Alentejo deu graças pelos 50 anos de presença das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição

Missa e jantar-convívio reuniram a comunidade no passado domingo, 18 de outubro, para agradecer o serviço das Irmãs na paróquia e na Diocese

No passado domingo, dia 18 de outubro, a comunidade de Ferreira do Alentejo reuniu-se em ação de graças pelos 50 anos de presença das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição na paróquia, onde chegaram em 1976. As celebrações decorreram no Dia Mundial das Missões e no ano jubilar franciscano.

A Missa foi presidida por D. Fernando Maio de Paiva, Bispo de Beja, e concelebrada por Mons. Rui Carriço, Vigário Geral da Diocese, pelo Pe. Francisco Encarnação, pároco de Ferreira do Alentejo, pelo Cón. Aparício e pelo Pe. Amadeu Lino. Estiveram presentes os diáconos Domingos Bragadesto e José Domingos Gomes(FISFA), a superiora provincial da congregação, as irmãs do conselho provincial e as irmãs de todas as comunidades da Diocese, bem como três irmãs da comunidade de Hesed.

“A ação de graças é própria do nosso viver como cristãos”
Na homilia, D. Fernando associou-se à ação de graças de São Paulo aos Tessalonicenses e agradeceu a presença de todos e, de forma especial, os 50 anos das Irmãs em Ferreira do Alentejo, desde 1976, numa ocasião que coincide com o ano jubilar franciscano. “São coincidências – e pode ser mais do que uma coincidência – que reúnem e acrescentam razões para darmos graças”, afirmou. Recordou que a palavra Eucaristia significa, na sua origem, dar graças pelas maravilhas que o Senhor realiza nas nossas vidas.

Dirigindo-se aos mais novos, explicou que dizer “Senhor” a Jesus é muito mais do que uma questão de respeito humano: é reconhecê-Lo como o Senhor da nossa vida, o que tem consequências nas decisões de cada dia, que devem estar alicerçadas na sua Palavra. “Já não sou eu que vou ao comando, é o Senhor que está no comando da minha vida.”
Ao comentar o Evangelho (“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”), explicou o contexto da armadilha dos fariseus e dos herodianos, salientou a sabedoria da resposta de Jesus e referiu-se à laicidade, que, bem entendida, permite a independência e a colaboração entre a Igreja e o Estado.

Missão: unidade, coerência e convite
Sendo o Dia Mundial das Missões, recordou a mensagem do Papa Leão XIV e lembrou que a missão não se vive só em terras distantes: “aqui no Alentejo, aqui em Ferreira, há muita gente que não conhece Jesus”. Destacou dois pressupostos da missão, a união profunda com o Senhor e a unidade entre os cristãos: “Temos sempre caminhos para fazer pontes e não criar divisões.”

Contou como um grupo do primeiro ano da catequese, de quando ainda era pároco, com apenas um ou dois meninos, passou a ter 17 ou 18 depois de as próprias crianças convidarem os amigos. “Às vezes um convite, uma palavra, pode fazer a diferença na vida de muitas pessoas”, disse, acompanhado de oração, “porque é o Senhor que toca os corações”. Terminou com um apelo: “Convidar, anunciar, partilhar esta alegria que temos em Jesus.”

Jantar-convívio de louvor e ação de graças
Ao final do dia, realizou-se um jantar-convívio de louvor e ação de graças, com a presença de D. Fernando Paiva, do Vigário Geral e de outros membros do clero da Diocese de Beja, de membros de comunidades religiosas e da Cáritas Diocesana. Estiveram também a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, as Juntas de Freguesia, o Centro de Saúde, a diretora do Agrupamento de Escolas de Ferreira do Alentejo e as várias comunidades paroquiais do concelho.
Durante o jantar, várias pessoas cujas vidas foram tocadas pelas Irmãs deixaram o seu testemunho. Foi entregue às Irmãs uma Bênção Papal pelos 50 anos de presença, assim como um ramo de flores. Uma catecúmena pintou um quadro ao vivo, que concluiu durante o jantar e ofereceu à comunidade das Irmãs.

Foi um dia marcado pela alegria e pela gratidão, que testemunhou a importância do serviço prestado pelas Irmãs à paróquia e à Diocese. A organização do encontro esteve a cargo de um grupo de voluntários, cujo empenho refletiu o desejo da comunidade de agradecer o trabalho e a dedicação das Irmãs ao longo de cinco décadas.

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