II Encontro Nacional do Movimento Laudato Si’ de Portugal.
A Casa de Oração Santa Rafaela Maria, em Palmela, acolheu o II Encontro Nacional do Movimento Laudato Si’, reunindo participantes de todo o país.
Da Diocese de Beja estiveram envolvidos e presentes alguns membros do Círculo Laudato Si. Foi um dia marcado pela reflexão, pela oração, pela partilha e por gestos simbólicos que reforçaram o compromisso com a ecologia integral e a fraternidade humana.
A manhã começou com a intervenção de Tomás Insua, cofundador do Movimento Laudato Si’. Diretamente de Assis, através de videoconferência, recuperou a metáfora da gota de água e da corrente submarina para descrever a missão do Movimento.
Esta força discreta, dizia, é profundamente evangélica: nasce da espiritualidade, da escuta do clamor da Terra e dos pobres e da certeza de que o Espírito Santo age na história através de pessoas simples e comunidades comprometidas.
Ainda durante a manha tivemos a oportunidade de participar em 3 workshops dedicados aos eixos estratégicos do Movimento: Ver/Escutar, Discernir e Agir.
• Espiritualidade e conversão ecológica – Catarina Portela e família, Animadora
Laudato Si;
• Estilos de Vida e Sustentabilidade plena –Teresa Paiva Couceiro e Juan Ambrósio,
Projeto “Eco-Igrejas”, Rede Cuidar da Casa Comum;
• Mobilização Profética da Igreja – Secundino e Manuela, Círculo Laudato Si de Santo António dos Olivais – Coimbra.
A Eucaristia, foi presidida pelo Pe. Fernando Ribeiro, sj. e celebrada com a fórmula litúrgica do Cuidado da Criação, reuniu todos num momento de gratidão e envio, recordando que a ecologia integral nasce da fé e se traduz em cuidado concreto. O grupo coral de Muxima animou a celebração e comoveu os participantes com a sua alegria.
No exterior da Casa de Oração, foi plantado um damasqueiro Bulida, oferecido pelo Círculo Laudato Si’ de Santo António dos Olivais. Os presentes confortaram a raiz com várias mãos cheias de terra que depois foi regada com água vinda de vários locais, incluindo água do iceberg que esteve no Rising Hope abençoada pelo Papa Leão XIV.
Este gesto tornou-se símbolo de esperança e reconstrução, especialmente por ter sido realizado no local onde quatro árvores tinham caído durante a tempestade que recentemente atingiu o país.
Seguiu-se um tempo de silêncio profundo, oração e contemplação, que ajudou a interiorizar o caminho percorrido e a reconhecer a ligação entre espiritualidade e ação.
A mensagem final de D. Américo Aguiar reforçou a importância de uma Igreja que cuida, que escuta e que se compromete com a Casa Comum. A sua presença foi vista como um sinal de proximidade e abertura ao caminho sinodal.
Texto e fotografias: Sandra Palma (Círculo Laudato Si’, Beja)





