Comunicado
da
REUNIÃO DO CONSELHO PASTORAL DIOCESANO
BEJA, 31 de janeiro de 2026
Oração inicial
O encontro teve início às 09h30, com um momento de oração (Hora Intermédia), colocando os trabalhos sob a orientação do Espírito Santo.
Palavra do Bispo
O Sr. D. Fernando Maio de Paiva dirigiu-se aos conselheiros, apresentando um breve resumo das principais conclusões do II Encontro Sinodal Nacional. Destacou as palavras de D. Virgílio Antunes, referindo que “a sinodalidade é uma realidade profundamente espiritual, que nasce no Batismo e exprime a própria identidade da Igreja como Povo de Deus, a caminho, conduzido pelo Espírito Santo”, não é tanto um método organizativo.
D. Fernando sublinhou, assim, a importância do caminho sinodal, da escuta mútua e do discernimento comunitário na vida pastoral da Diocese.
Avaliação do 1.º Trimestre do Ano Pastoral
Passou-se à avaliação do 1.º trimestre do Ano Pastoral, tendo por base o Plano Pastoral Diocesano. Este momento decorreu segundo o método da conversação no Espírito.
Depois de breve pausa, os trabalhos foram retomados em plenário, com partilha das reflexões e contributos dos quatro grupos, em que os conselheiros foram divididos. Foi depois apresentada uma síntese da avaliação do 1.º trimestre do Ano Pastoral, dando resposta às três questões colocadas.
- Que ações e iniciativas foram concretizadas durante este período e em que medida responderam às prioridades pastorais estabelecidas?
Durante este período foram concretizadas diversas ações que responderam de forma significativa às prioridades pastorais estabelecidas. Destaca-se o forte investimento na formação:
– Escola de Cultura Teológica;
– Formação de catequistas a nível arciprestal, “Ser Catequista”;
– Formação permanente do clero
– Incentivo, a nível paroquial, à preparação de líderes e formação de leigos.
O Gabinete de Comunicação Diocesano encontra-se em pleno funcionamento, utilizando diversos canais que permitem chegar à generalidade da diocese, assumindo-se como um importante elo de comunhão e unidade. Reconhece-se, contudo, a necessidade de reforçar a proximidade e a divulgação junto das paróquias.
Salienta-se o arranque da Pastoral da Pessoa com Deficiência, que começa a dar os primeiros passos, bem como o desenvolvimento do Caminho Sinodal, vivido em articulação entre pastorais e movimentos, com destaque para a Pastoral Juvenil e os grupos sinodais.
Globalmente, faz-se uma avaliação positiva deste percurso, evidenciando-se maior liderança, acompanhamento, responsabilização e compromisso, um cuidado acrescido no ato celebrativo e um renovado desejo de aprofundamento espiritual e formativo.
- Que atividades se encontram atualmente em desenvolvimento e qual tem sido o seu acompanhamento e impacto pastoral?
Encontra-se em curso um conjunto significativo de atividades com acompanhamento regular e impacto pastoral progressivo. Destaca-se o trabalho da Equipa Sinodal, que continua a dinamizar o processo sinodal na Diocese, promovendo a participação, a corresponsabilidade e o discernimento comunitário.
Está em desenvolvimento a revitalização dos Conselhos Paroquiais, tanto pastorais como económicos, bem como a eventual implementação dos Conselhos Pastorais Interparoquiais, onde for considerado oportuno, fortalecendo as estruturas de comunhão, participação e corresponsabilidade.
Paralelamente, está a iniciar-se o processo de revisão dos Estatutos dos Conselhos Paroquiais e da uniformização das normas para a receção dos sacramentos de iniciação cristã, visando maior unidade e coerência pastoral em toda a Diocese.
A formação mantém-se ativa através da Escola de Cultura Teológica e da Formação de Catequistas, com impacto direto na qualidade da iniciação cristã e no acompanhamento das comunidades.
No campo da ação sócio-caritativa, a Cáritas Diocesana está a reforçar a sua visibilidade e presença, procurando chegar às paróquias onde ainda não existem grupos de ação social. Reconhece-se que, embora a iniciação cristã e a ação caritativa estejam presentes em muitas paróquias, é necessário continuar o trabalho de revitalização e expansão onde estas dimensões ainda são frágeis ou inexistentes.
Salienta-se ainda o Projeto “Evangelização Itinerante”, como sinal de dinamismo missionário e de envolvimento da juventude na vida pastoral da Diocese.
- Que ações previstas no plano pastoral ainda não foram implementadas, quais as razões identificadas e que ajustamentos se consideram necessários?
Verifica-se que algumas ações previstas no Plano Pastoral ainda não foram plenamente implementadas ou permanecem pouco visíveis:
- falta de uma estrutura diocesana da Pastoral Familiar, cuja dinamização é considerada urgente;
- a Pastoral Vocacional, embora já em curso, necessita de dinamização e de maior articulação com a Pastoral Familiar, recorrendo de forma mais consistente aos testemunhos de vida para chegar aos mais jovens e às famílias;
- revitalizar os grupos de ação social nas paróquias, reforçando a dimensão sócio-caritativa onde esta se encontra fragilizada ou inexistente;
- No âmbito da catequese, a implementação do novo itinerário catequético está a ser feita de forma gradual, exigindo acompanhamento, formação e tempo de assimilação por parte das comunidades.
Entre as razões apontadas para estes atrasos ou fragilidades:
– a insuficiente dinamização de estruturas pastorais diocesanas e paroquiais;
– a dificuldade em tornar visíveis alguns passos já previstos, nomeadamente na iniciação cristã e na pastoral familiar e pastoral vocacional.
Como ajustamentos necessários, sublinha-se a importância de reforçar a articulação entre pastorais, investir em estruturas estáveis de acompanhamento, promover uma abordagem mais missionária e testemunhal e assegurar um acompanhamento próximo e contínuo que permita concretizar, de forma progressiva, as orientações do Plano Pastoral.
Auscultação para o Plano Pastoral Diocesano 2026-2027 e anos seguintes
Os trabalhos do CPD terminaram com uma auscultação dos conselheiros, com vista à recolha das primeiras sugestões para o Plano Pastoral Diocesano 2026-2027 e anos seguintes.
No diálogo realizado foram considerados, entre outros, os seguintes aspetos da realidade diocesana:
- a grande extensão do território;
- a diminuição da população residente;
- a presença de migrantes;
- e as divisões territoriais e canónicas, que poderão já não corresponder às atuais realidades e dinâmicas pastorais.
Ficou registado que esta temática será aprofundada na próxima reunião do Conselho Pastoral Diocesano, a realizar em 20 de junho de 2026
Oração final e encerramento
O encontro foi concluído com um momento de oração final, dando-se por encerrados os trabalhos.
Pela Comissão Permanente do Conselho Pastoral Diocesano
Pe Abílio Raposo (Secretário)



