D. Fernando Paiva presidiu à Missa Exequial do Bispo emérito de Beja, D. António Vitalino Dantas
A Igreja Matriz de Parada de Gatim, no concelho de Vila Verde, Arquidiocese de Braga, acolheu este sábado, 10 de outubro, a Missa das exéquias de D. António Vitalino Fernandes Dantas, O.Carm., Bispo emérito de Beja, falecido na passada sexta-feira, 9 de outubro. A celebração, que correspondeu à Missa vespertina do XXVIII Domingo do Tempo Comum, foi presidida por D. Fernando Maio de Paiva, Bispo de Beja.
Mensagem do Santo Padre
Foi lido, no princípio da Missa, um telegrama da Secretaria de Estado da Santa Sé, enviado a D. Fernando Paiva, através do qual o Santo Padre se fez presente nesta celebração com a sua palavra, oração e bênção. Assinado pelo Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado, o telegrama diz:
«O Santo Padre recebeu com pesar a notícia do falecimento de Dom António Vitalino Fernandes Dantas, O.Carm., que inspirado pela fidelidade de Maria e de Elias se entregou ao anúncio do Evangelho e serviu Cristo, de modo particular, nos migrantes. Enviado à Diocese de Beja, coube-lhe acompanhar com zelo o Povo de Deus, no início do novo milénio. Ao agradecer o dom deste irmão, o Papa Leão XIV pede a Deus, Pai de misericórdia, que o acolha e que conforte quantos sentem esta partida, em especial a sua família, os membros da Ordem do Carmo, o clero dessa Diocese e demais fiéis, a quem concede a Bênção Apostólica.»
Uma celebração fraterna
Concelebraram dez Bispos e 18 Sacerdotes. Na sua homilia, D. Fernando saudou fraternalmente os irmãos no episcopado, na pessoa de D. José Cordeiro, Arcebispo Primaz de Braga e vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que acolheu a celebração na Arquidiocese, e ainda D. Jorge Ortiga, Arcebispo Emérito de Braga, o Cardeal D. António Marto e o Cardeal D. Américo Aguiar.
Dirigiu também uma saudação aos Carmelitas, na pessoa do Frei Altamiro Tenório da Paz, O.Carm., Comissário-Geral dos Carmelitas em Portugal, recordando que foi nesta família religiosa que D. António Vitalino encontrou a sua vocação. Saudou ainda os sacerdotes, de modo especial o Pe. Dayakar Thumma, pároco de Parada de Gatim, e os presbíteros ordenados por D. António Vitalino, que viveram de perto a sua paternidade espiritual. Da Diocese de Beja estiveram presentes os padres Luís Marques, José Maria Coelho e Pedro Rodrigues, e ainda dois carmelitas que serviram na Diocese: o Pe. Henrique Martins e o Pe. Pedro Bravo.
D. Fernando cumprimentou, por fim, os diáconos, consagradas e consagrados, os fiéis, os amigos de D. António Vitalino e as autoridades presentes. Entre os participantes estiveram também familiares e Eugénia Quaresma, que representou a Obra Católica Portuguesa de Migrações, organismo que D. António Vitalino acompanhou como bispo responsável.
“A morte não é o fim”
Na homilia, D. Fernando recordou que, para quem viveu unido a Cristo, a morte «não é o fim, não é um vazio, mas um encontro: o encontro definitivo com o Senhor da vida». Sublinhou que, «mesmo no meio de lágrimas, o nosso coração pode encontrar consolo e esperança».
Dirigindo-se à família, deixou uma palavra de proximidade e agradeceu o cuidado com que acompanharam D. António Vitalino, aplicando-lhes as palavras de São Paulo ouvidas na segunda leitura: «Tudo posso n’Aquele que me conforta».
O Bispo de Beja iluminou a vida de D. António Vitalino com as leituras do Domingo. Evocou o Salmo 22 para dizer que a sua vida foi «um caminho de entrega nas mãos do Pastor fiel», e a parábola do banquete nupcial para recordar que a veste que se pede a todos é a caridade. «Que não nos falte nunca a graça da caridade», pediu.
D. Fernando agradeceu o bem feito por D. António Vitalino e pediu que «o muito que semeou dê fruto e fruto abundante». Afirmou ainda que a sua morte «não é um ponto final: é passagem, é encontro com a plenitude». Terminou confiando-o a Nossa Senhora do Carmo e a São José, padroeiro da Diocese de Beja.
Despedida ao som do cântico a Nossa Senhora do Carmo
Um dos momentos mais emotivos da celebração foi a saída do funeral, ao som do cântico a Nossa Senhora do Carmo, com a assembleia a despedir-se do Bispo carmelita.
D. António Vitalino nasceu em Santa Marinha de Oleiros, concelho de Vila Verde, Arquidiocese de Braga, em 1941. Entrou na Ordem do Carmo, foi ordenado presbítero em 1968 e Bispo auxiliar de Lisboa em 1996. Foi Bispo de Beja de 1999 a 2016, ano em que apresentou a resignação ao completar 75 anos. Morreu a 9 de outubro de 2026.
Leia a homilia de D. Fernando Paiva em: https://diocesedebeja.pt/wp-content/uploads/2026/10/Homilia-Missa-Exequias-de-D.-Antonio-Vitalino-10-9-2026-Parada-de-Gatim.pdf








