Sé de Beja acolheu celebração de encerramento do Ano Jubilar na Solenidade da Sagrada Família

A Sé de Beja acolheu hoje, 28 de dezembro, a celebração da Solenidade da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, presidida por D. Fernando Paiva, Bispo de Beja, assinalando simultaneamente o encerramento do Ano Jubilar na Diocese.

Na Eucaristia, que reuniu fiéis provenientes de várias comunidades da Diocese, D. Fernando sublinhou que este foi “um tempo de graça e de renovação”, vivido como dom de Deus, pelo qual a Igreja diocesana é chamada a dar graças. “Agradecemos este Ano Santo que Deus nos concedeu viver, por todos os seus benefícios, e pedimos pelos seus bons frutos”, afirmou no início da celebração.

Partindo da Solenidade da Sagrada Família, o Bispo de Beja convidou os presentes a contemplar o mistério da encarnação de Deus no seio de uma família humana, recordando que Jesus quis crescer “no seio de uma família humana”, assumindo plenamente a vulnerabilidade da condição humana. Destacou ainda a importância do ambiente familiar, afirmando que “uma criança não é formada apenas pelos cuidados que recebe, mas também pelo amor que vê vivido na relação dos seus pais”.

A homilia fez também referência ao Evangelho proclamado, recordando que a Sagrada Família conheceu desde cedo a rejeição e a perseguição, vivendo a experiência da fuga e do exílio. “A Sagrada Família, logo na primeira fase da sua existência, é uma família de migrantes, de refugiados”, lembrou D. Fernando, sublinhando que Deus conhece “por dentro” a condição de quem é forçado a partir para proteger a vida, realidade que interpela a Igreja e a sociedade de hoje, também no contexto da Diocese de Beja.

Neste contexto, destacou a figura de São José como guardião silencioso e fiel do mistério de Deus, modelo de obediência, de escuta e de verdadeira paternidade. Recordou ainda que São José é padroeiro principal da Diocese de Beja, proclamado há quase 59 anos, convidando à sua intercessão em favor das famílias, da Igreja e da defesa da vida.

A celebração coincidiu com a memória litúrgica dos Santos Inocentes, o que levou o Bispo a recordar os muitos inocentes que continuam hoje ameaçados, bem como a importância do cuidado pela vida em todas as suas fases, desde a vida nascente até à fragilidade da velhice.

No encerramento da homilia, D. Fernando confiou à intercessão de Maria e José os frutos do Ano Jubilar, pedindo que a Diocese continue a caminhar na escuta da vontade de Deus e na proteção da vida, sobretudo onde ela é mais frágil.

Leia a homilia em: https://diocesedebeja.pt/portfolio-item/homilia-solenidade-da-sagrada-familia-encerramento-do-ano-santo/