Seminário de Beja acolheu o  Convívio Fraterno n.º1486, com forte participação juvenil

O Seminário de Beja acolheu, no passado fim de semana, a realização do Convívio Fraterno n.º 1486 da Diocese de Beja, que reuniu 32 novos convivas, num ambiente marcado pela alegria, pela partilha e pelo encontro com Deus. Segundo Mariana Dores, primeira coordenadora do encontro, “há muito tempo que não tinham um convívio tão grande e com lista de espera, que dado a condições logísticas, não conseguimos acolher mais jovens”.

A organização deste convívio mobilizou 34 antigos convivas, distribuídos por diferentes equipas de apoio e dinamização. Conforme explicou Mariana, estes encontros contam “com uma estrutura muito própria, existindo uma equipa facilitadora, uma equipa da cozinha e uma equipa de oração interna e depois uma equipa de oração externa”.

Ao longo dos dias, os jovens viveram uma experiência espiritual intensa, descrita pela primeira coordenadora como um caminho feito “inicialmente com algum receio, depois de descoberta e por fim, de muita alegria, de muita serenidade e de muito entusiasmo”.

Apesar de não revelar em concreto os momentos do convívio — respeitando o princípio de que o que se vive no Convívio Fraterno, fica no Convívio Fraterno — Mariana destacou a força simbólica do encerramento, referindo que “chegar ao encerramento e ver a casa cheia foi realmente muito, muito gratificante”.

Quanto aos frutos que já se começam a notar nos participantes, a primeira coordenadora sublinha as mudanças visíveis no regresso a casa: “todos os pais que foram levar estes jovens ao Convívio, na 6ªf à noite, e os vieram buscar na 2ªf vêm um olhar muito diferente e esse acho que é o primeiro grande fruto, bem como a alegria que se viveu naquele encerramento, que acho que foi contagiante (…)”. A médio e longo prazo, acrescenta ainda que “só Deus sabe quais vão ser os frutos. É difícil prevê-los a esta distância, mas certamente serão vários, porque quando temos Deus nas nossas vidas, tudo o resto acaba por seguir pelo caminho certo”.

Do ponto de vista pessoal, Mariana reconhece que esta experiência também teve um forte impacto na sua própria fé, afirmando que o convívio “ensinou-me a ser mais humilde, cada vez mais um grão de areia, e perceber que tenho mesmo de confiar em Deus e entregar-Lhe. Trabalhar como se tudo dependesse de mim, mas confiar como se tudo dependesse de Deus”.

A jovem primeira coordenadora deixou ainda uma mensagem dirigida aos jovens que continuam indecisos ou receosos em participar num Convívio Fraterno, recorrendo a várias imagens do Evangelho: “Zaqueu queria muito ver Jesus, e foi contra todos para subir à árvore para conseguir ver Jesus, outro, do paralítico que Jesus curou e que desceu pelo telhado para conseguir ver Jesus. Por isso, se queremos mesmo mudar a nossa vida, se queremos realmente arriscar por Jesus, temos de fazer coisas diferentes e estranhas à priori, e uma delas é, sem dúvida, arriscar e confiar. Acho que os Convívios é um bom exemplo de confiar e Deus, e assinar uma carta em branco, sem saber o que se vai passar: onde, como, quando, aceitando apenas o desafio, e a visão dos outros que dizem que isto é incrível! Por isso, arrisquem, saiam do sofá como nos disse o nosso querido Papa Francisco, e vem fazer o próximo convívio!”

O encerramento do encontro reuniu numerosos pais e antigos convivas, que assistiram aos momentos finais vividos com grande alegria e entusiasmo. Cada equipa apresentou uma peça de teatro, houve cânticos, momentos musicais e várias expressões de convívio e celebração. Seguiram-se ainda testemunhos de jovens que participaram pela primeira vez, alguns deles profundamente emotivos, bem como o testemunho do Pe. Hugo, sacerdote que acompanhou espiritualmente este convívio, e ainda o de um pai, também antigo conviva, num momento particularmente marcante de gratidão e partilha intergeracional.

O Convívio Fraterno terminou com a celebração da Eucaristia, presidida por D. Fernando Paiva, numa missa participada e profundamente sentida, sobretudo pelos jovens. No final da celebração, foi entregue a cada participante uma cruz e um livro.

A emoção, a amizade, a fraternidade, a alegria, a paz e uma profunda gratidão marcaram o momento final, vivido num ambiente de grande comunhão.